Sindicato reivindica salário diante de inflação

Foto: FAB/Reprodução
A Argentina enfrentará uma significativa restrição em suas operações aéreas após controladores de tráfego aéreo anunciarem medidas restritivas para decolagens. A decisão surge como resultado de um impasse nas negociações salariais com a empresa estatal responsável pela navegação aérea do país.
A Asociación Técnicos y Empleados de Protección y Seguridad a la Aeronavegación (ATEPSA) comunicou que as restrições serão implementadas entre 26 de fevereiro e 2 de março de 2026. A medida foi tomada após tentativas frustradas de negociação com a Empresa Argentina de Navegación Aérea (EANA), responsável pelo controle do tráfego aéreo no país.
As limitações afetarão especificamente as autorizações de decolagem em horários determinados. Embora as chegadas não sejam diretamente impactadas, existe a possibilidade de atrasos e cancelamentos devido ao efeito em cadeia na malha aérea, principalmente nos aeroportos com maior fluxo de operações na região metropolitana de Buenos Aires.
É importante ressaltar que operações essenciais permanecerão funcionando normalmente, incluindo:
* Voos em situação de emergência
* Missões sanitárias e humanitárias
* Aeronaves de Estado
* Operações de busca e salvamento
A situação se desenvolve em um contexto econômico particularmente delicado para a Argentina, que enfrenta desafios significativos como inflação elevada, diminuição do poder aquisitivo dos salários e um rigoroso ajuste fiscal implementado pelo governo federal. Os trabalhadores do setor aéreo argumentam que enfrentam defasagem salarial e condições operacionais prejudicadas por restrições orçamentárias.
A EANA, como parte do conjunto de empresas estatais sujeitas a políticas de contenção de gastos, encontra dificuldades para avançar nas negociações trabalhistas. O momento é especialmente crítico por coincidir com a alta temporada de viagens regionais, potencializando o impacto sobre passageiros e companhias aéreas.
Recomenda-se aos passageiros que mantenham contato constante com suas respectivas companhias aéreas e verifiquem a situação de seus voos antes de se dirigirem aos aeroportos. Mesmo sem uma paralisação total do sistema, o cenário atual pode resultar em reprogramações e atrasos significativos durante o período afetado.