Ministro é alvo de críticas por manter caso no STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nota nesta quinta-feira (29) indicando a possibilidade de transferência da ação do caso Master para a Primeira Instância. O ministro ressaltou que essa avaliação será realizada após o término das investigações, visando evitar possíveis nulidades processuais.
Em meio a críticas sobre sua possível suspeição devido a relações familiares com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado na ação, Toffoli esclareceu pontos importantes sobre sua participação no caso.
* Em 28 de novembro de 2025, Toffoli foi designado relator da operação Compliance Zero no STF através de sorteio
* No dia 3 de dezembro de 2025, determinou a remessa do processo ao STF, mantendo as medidas cautelares e o sigilo já estabelecidos
* Em 15 de dezembro de 2025, o ministro ordenou diligências urgentes, incluindo a oitiva dos principais investigados
* No dia 30 de dezembro de 2025, foram realizadas as oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos e do diretor do Banco Central, incluindo uma acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa
O ministro destacou que o caso chegou ao STF com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e que todas as decisões tomadas seguiram os trâmites legais. Toffoli também ressaltou que foram rejeitados todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados.
“Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, afirmou o ministro.
A autoridade policial solicitou prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais sessenta dias, pedido que foi deferido pelo ministro. Paralelamente, outras operações relacionadas foram encaminhadas ao STF, com algumas sendo devolvidas à primeira instância.
O ministro concluiu informando que a análise sobre o eventual envio do caso às instâncias ordinárias será realizada após o término das investigações, garantindo assim a observância do foro por prerrogativa de função e o devido processo legal.