Ela aponta decisão como urgente para o partido

Foto: Reprodução
A prefeita de Contagem (MG), Marília Campos, manifestou críticas à demora do PT na definição das candidaturas para as eleições deste ano em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Como gestora da segunda maior cidade administrada pelo PT no Brasil, Campos expressou preocupação com o impasse na formação da chapa majoritária do partido.
“Na verdade, o PT está com uma estratégia eleitoral, na minha opinião, atrasada. E não só para discutir a questão do Senado, como também de todo o processo eleitoral. E isso é uma questão urgente”, declarou Marília Campos em entrevista ao jornal O Tempo nesta segunda-feira.
A atual situação política em Minas Gerais apresenta diversos desdobramentos:
* Marília Campos condiciona sua saída da prefeitura à garantia de ser a candidata única de Lula ao Senado em Minas
* O PT considera apoiar Alexandre Silveira (PSD), atual ministro de Minas e Energia, para a segunda vaga ao Senado
* Para o governo estadual, o PSD apresenta como pré-candidato o vice-governador Matheus Simões, que deixou o Novo no fim do ano passado
O cenário político mineiro mostra-se complexo, com o presidente Lula manifestando preferência pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco como candidato ao governo estadual. Pacheco, que chegou a ser cotado para uma vaga no STF, não teve seu nome confirmado para a disputa.
Como alternativa, o PT analisa apoiar Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, recém-filiado ao PDT, que pretende concorrer novamente ao governo após ser derrotado por Romeu Zema em 2022. Kalil tem se aproximado de lideranças petistas, incluindo encontros com Edinho Silva e a ministra Gleisi Hoffmann.
No campo da direita, além de Simões, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) manifesta interesse na disputa pelo governo, enquanto o PSDB pode apresentar o ex-governador Aécio Neves como candidato.