Já são mais de 10 mil presos

Foto:MAHSA / Middle East Images / AFP via Getty Images
O Irã enfrenta sua maior crise desde 2009, com protestos generalizados contra o regime do aiatolá Ali Khamenei resultando em centenas de mortes e milhares de prisões. A situação escalou após o governo aumentar a repressão contra manifestantes, levando a tensões internacionais e possíveis negociações nucleares com os Estados Unidos.
Segundo o grupo de direitos humanos HRANA, o número de mortos nos protestos já ultrapassou 500 pessoas, incluindo 490 manifestantes e 48 policiais. Mais de 10.670 pessoas foram presas durante as manifestações, que se intensificaram nas últimas semanas.
* O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, confirmou que as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã declarou a proteção da segurança nacional como “ponto inegociável”
* ONGs internacionais denunciam um “massacre” em curso no país. O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) relata corpos sendo amontoados em hospitais, enquanto a ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã sugere que o número real de mortos pode chegar a duas mil pessoas
* O regime de Khamenei cortou o acesso à internet, dificultando a verificação precisa do número de vítimas e a extensão da repressão
* O presidente Donald Trump afirmou que o Irã propôs negociar um acordo nuclear após ameaças de ação militar americana, declarando: “Acho que eles estão cansados de apanhar dos Estados Unidos”
* Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do parlamento iraniano, ameaçou retaliar contra Israel e bases militares americanas no Oriente Médio em caso de ataque ao país
* O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou os EUA e Israel de “semear caos e desordem”, enquanto pede que a população se mantenha distante de “terroristas e badernistas”
Em pronunciamento pela TV estatal, Khamenei declarou que seu governo “não vai recuar” diante dos protestos, chamando os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”. Ali Larijani, seu conselheiro e chefe da principal agência de segurança, chegou a afirmar que o país está “em plena guerra”.
A crise atual ocorre em um momento particularmente delicado para o Irã, que enfrenta sanções da ONU relacionadas ao seu programa nuclear e tensões regionais após conflitos com Israel. O governo iraniano continua acusando potências estrangeiras de orchestrarem os protestos, enquanto a população segue manifestando seu descontentamento nas ruas.