Índice da inflação registra aumento de 0,20%

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou alta de 0,20% em janeiro de 2026, apresentando desaceleração em comparação aos 0,25% observados em dezembro. Este resultado representa a segunda menor taxa para meses de janeiro desde a implementação do Plano Real em 1994, ficando apenas acima dos 0,11% registrados em janeiro de 2025.
O índice ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma alta de 0,22%, segundo levantamento da Bloomberg. No acumulado de 12 meses até janeiro, o IPCA-15 atingiu 4,50%, superando os 4,41% registrados até dezembro.
A divulgação destes dados ocorre em um momento estratégico, às vésperas da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2026. O mercado financeiro aguarda a decisão sobre a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, com expectativa de manutenção neste patamar.
O BC (Banco Central) mantém seu foco na meta contínua de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA-15 serve como um importante sinalizador para o IPCA, principal índice de inflação do país, embora apresente diferenças na metodologia de coleta.
A coleta de dados do IPCA-15 de janeiro foi realizada entre 13 de dezembro e 14 de janeiro, diferenciando-se do IPCA convencional, que será divulgado em 10 de fevereiro. As projeções do mercado, segundo o boletim Focus do BC, apontam para um IPCA de 4% no acumulado de 2026, indicando uma possível desaceleração em relação aos 4,26% registrados em 2025.
Um fator relevante para as próximas medições é a redução de 5,2% no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, que entrou em vigor na data da divulgação destes dados. Esta redução pode impactar positivamente o índice de inflação, considerando que a gasolina possui o maior peso individual na composição do IPCA.