União e PSDB focam em candidatura

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A oposição no Ceará intensifica as articulações para as eleições de 2026, e aliados do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) já o consideram como candidato certo ao governo do estado. As recentes movimentações políticas e declarações públicas do próprio Ciro reforçam essa perspectiva.
Em suas últimas aparições públicas, Ciro Gomes tem se comportado como pré-candidato, chegando a mencionar uma possível composição da chapa majoritária que incluiria ele próprio, Roberto Cláudio e Capitão Wagner, ambos do União Brasil, além de uma vaga ao Senado ainda a ser definida.
O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) foi categórico sobre a candidatura: “Ciro Gomes é o alfabeto. É nosso plano de A a Z. Não temos plano B. Só temos um plano, que é a libertação do Ceará e a construção de um novo modelo político, embasado na experiência e no comprometimento de Ciro”.
As articulações políticas têm se intensificado com:
* Encontros frequentes com lideranças políticas do estado, onde Ciro tem adotado uma postura mais de ouvinte, buscando compreender as mudanças na geopolítica estadual
* Aproximação com membros do PL cearense, mesmo após o desconforto causado por declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre uma possível aliança
* Reuniões com deputados federais e estaduais, incluindo Matheus Noronha, Dr. Jaziel e Dra. Silvana
O deputado Cláudio Pinho, em processo de desligamento do PDT, reforça que Ciro deve ser o candidato da oposição, destacando que as conversas com políticos já estão em andamento para um futuro lançamento da pré-candidatura.
Quanto às alianças partidárias, Felipe Mota indica que a oposição mantém a expectativa de união entre PSDB, federação União-PP e PL na disputa estadual. No cenário nacional, a questão da fidelidade partidária é destacada como fundamental para as definições de 2026.
Quando questionado sobre possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para presidente, Ciro respondeu de forma pragmática: “Por que eu apoiaria um camarada que não é do meu partido? O PSDB vai, nacionalmente, tomar posição. O União Brasil vai, nacionalmente, tomar posição. Então, quando tiver nessa hora, a gente conversa”.