Animais são utilizados em buscas

Belo Horizonte autoriza doação de cadáveres para treinamento de cães farejadores
Uma nova lei que autoriza a doação de segmentos amputados e cadáveres humanos para o treinamento de cães farejadores em operações de busca e resgate foi sancionada em Belo Horizonte. A medida, publicada no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (16), foi aprovada pelo prefeito em exercício, Professor Juliano Lopes (Podemos).
A iniciativa, proposta pelo vereador Sargento Jalyson (PL), recebeu aprovação unânime na Câmara Municipal de Belo Horizonte, com 39 votos favoráveis em novembro de 2025. A lei surge como resposta às necessidades das forças de segurança de Minas Gerais para melhorar a eficácia das equipes de salvamento.
* A doação de material humano só poderá ocorrer mediante consentimento livre, expresso e formal do paciente ou do falecido (manifestado em vida), ou através de seus representantes legais e familiares
* Todo o processo deve respeitar rigorosamente a dignidade da pessoa humana e seguir as normas sanitárias, éticas e legais vigentes
* Os hospitais da capital mineira serão os responsáveis por garantir o cumprimento da vontade do doador ou de seus familiares
* As unidades de saúde deverão realizar o acondicionamento adequado do material, seguindo exigências sanitárias específicas
* A entrega aos órgãos de segurança pública será feita através de protocolos específicos de controle
Atualmente, as equipes de busca e resgate utilizam a substância sintética cadaverina para o treinamento dos cães farejadores. No entanto, conforme argumentado no projeto, este material não consegue reproduzir com precisão a complexa mistura de compostos orgânicos voláteis presentes na decomposição humana real, limitando assim a eficácia do treinamento e, consequentemente, reduzindo as chances de sucesso em operações críticas.