Votação, que ocorreria em dezembro, foi adiada

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O cenário para a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) apresenta desafios significativos, conforme revelado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação. A atual conjuntura política tem se mostrado desfavorável para a construção de uma maioria necessária à aprovação do Advogado-geral da União. As informações são de O Globo.
O momento político delicado inclui diversos fatores que complicam a busca pelos votos necessários. “Ele não foi indicado numa quadra, num momento do melhor dos mundos. Não está no início de governo. Nós temos esse problema do líder da oposição preso. Temos vários outros fatores que, juntando isso, tornam mais desafiadora a sua busca aqui dentro pelos votos necessários para passar”, explicou Weverton.
O adiamento da sabatina, decidido por Davi Alcolumbre (União-AP), embora tenha proporcionado mais tempo para articulações, não necessariamente significa um avanço nas negociações. Existe uma preocupação entre os senadores de que postergar a sabatina para além de 2025 possa prejudicar politicamente o processo, considerando o ambiente pré-eleitoral de 2026, reconhecidamente mais instável para votações desta natureza.
O próprio relator, que anteriormente defendia a resolução do processo ainda em 2023, agora vê o adiamento como uma oportunidade para Messias ampliar seu trabalho de articulação. “Ele está conversando individualmente com cada senador e cada senadora. Está levando o currículo, tirando dúvidas, apresentando seus pontos de vista de mundo, de ideias, de pautas. Isso é um processo construtivo. E o tempo agora o ajuda, porque ele vai ter mais tempo para fazer essa conversa individual”, afirmou Weverton.
Quando questionado diretamente sobre a contagem atual de votos e se Messias já teria alcançado os 41 votos necessários, o relator foi categórico: “Não, eu não me arrisco a te dizer. Seguramente não.”