Empresa será multada e ônibus pode virar sucata

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A Autoridade de Transporte Urbano para Lima e Callao (ATU) revelou que o ônibus envolvido na morte do médico Cauê Dezotti operava de forma irregular. O acidente ocorreu durante um passeio turístico com torcedores do Palmeiras antes da final da Libertadores contra o Flamengo.
Segundo a ATU, embora a empresa Solbus Transporte Turístico E.I.R.L. possua habilitação para serviços turísticos, o veículo específico não tinha autorização para operar, e o motorista não possuía a habilitação necessária para conduzir esse tipo de transporte.
* A empresa será multada em 21.400 soles peruanos (equivalente a quatro Unidades Impositivas Tributárias) pela infração TU1.
* O ônibus será encaminhado para um depósito da ATU após a conclusão das investigações policiais.
* Por ter mais de 15 anos de uso, o veículo será considerado para sucateamento.
Um torcedor que estava em outro ônibus do comboio relatou problemas de segurança durante o passeio: “Todos os torcedores sabiam que tinha risco porque a gente, logo no começo, viu que tinha muitos cabos, cabos soltos de telefone, teve um rapaz que um cabo pegou no rosto dele, ficou marcado no nariz”.
Cauê Dezotti, de 38 anos, era médico urologista especializado em cirurgia robótica, com consultórios em Limeira e Campinas. Também atuava como professor na Faculdade São Leopoldo Mandic, em Araras. A instituição o descreveu como “um profissional exemplar, um docente comprometido com a formação acadêmica e um ser humano de qualidades ímpares”.
O translado do corpo está previsto para quarta ou quinta-feira, segundo Roberto Martins, amigo da família. A Embaixada do Brasil em Lima está prestando assistência no caso. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que “tem conhecimento do caso e presta a assistência consular devida”.