Postura tem a ver com mudança na Lei Magnitsky

“Não sei se é bom ter Trump colado com a minha imagem”, diz Flavio Bolsonaro
Em entrevista ao canal LeoDias TV, o senador Flávio Bolsonaro (PL) expressou dúvidas sobre os benefícios de ter sua imagem associada ao presidente americano Donald Trump, após Washington retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
O senador e pré-candidato à presidência pelo PL defendeu a atuação de seu irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e negou que a retirada das sanções represente um enfraquecimento do clã Bolsonaro. “As sanções que foram impostas ao Brasil e a Lei Magnitsky não foram manipulação do Eduardo. As empresas e os cidadãos americanos perseguidos pelo Moraes sempre foram os interesses do Trump. Acreditar que o Eduardo manipula o Trump, isso não dá. Não tem nada a ver com a minha candidatura. Nem sei se é bom ter Trump colado com a minha imagem”, destacou Flávio.
A decisão de remover as sanções foi anunciada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA, sem especificar as razões. Este movimento ocorre em um momento de aproximação entre o governo Trump e a administração do presidente Lula. Vale lembrar que Moraes havia sido incluído na lista em julho, simultaneamente à imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também comentou sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmando que ele parecia “claramente desconfortável” ao aplaudir Alexandre de Moraes em um evento recente. “Eu acho o Tarcísio um cara fenomenal. Tinha uma parte dele aplaudindo o Moraes. Sinceramente, quando vejo a cara do Tarcísio, ele está completamente desconfortável. Não é um aplauso de concordância. É meio protocolar. Eu não aplaudiria. Teria levantado e ido embora”, declarou.
O episódio ocorreu durante o lançamento do SBT News, onde Tarcísio defendeu a “construção da convergência” e o debate de diferentes ideias na arena política. A postura cordial do governador com o presidente Lula e Moraes tem gerado críticas de setores do bolsonarismo que preferem Flávio como candidato presidencial em 2026.