Dívida com a União mais que dobrou

Dívida de Minas quase dobra sob gestão Zema e ultrapassa R$ 200 bilhões
A dívida bruta de Minas Gerais atingiu um patamar alarmante durante a gestão do governador Romeu Zema (Novo), praticamente dobrando desde sua posse em 2019. O montante, que inicialmente era de R$ 114,7 bilhões, alcançou R$ 201,1 bilhões em novembro de 2025, representando um aumento de 76,3%.
A maior parcela do débito corresponde à dívida com a União, que saltou de R$ 88,7 bilhões para R$ 177,5 bilhões no mesmo período, registrando um crescimento superior a 100%. Este cenário tem sido objeto de intensos debates na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
* A dívida mineira teve origem em 1998, durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB), com valor nominal inicial de R$ 14,52 bilhões
* Até o final de 2018, no governo de Fernando Pimentel (PT), os pagamentos eram realizados regularmente, quando uma liminar do STF desobrigou o estado de pagar as parcelas
* Romeu Zema governou majoritariamente sob efeito desta liminar, com as parcelas sendo retomadas apenas em outubro de 2024
* Durante o primeiro mandato de Zema, a dívida total aumentou cerca de 38%, chegando a R$ 157 bilhões no início do segundo mandato
* O estado busca alternativas para equacionar a dívida através de duas principais iniciativas: o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag)
* O Propag, articulado entre o presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), e o então presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD), é considerado uma alternativa mais sustentável
* O governo encaminhou diversos projetos relacionados à adesão ao programa, incluindo a privatização da Copasa e a venda de imóveis estaduais