Falha ocorreu em Juiz de Fora em 2018

Foto: Alok/ Instagram
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório final sobre o incidente envolvendo a aeronave do DJ Alok, ocorrido em 20 de maio de 2018 no Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora. O documento, publicado sete anos após o acontecimento, revelou que múltiplos fatores contribuíram para o acidente, incluindo excesso de peso e falhas operacionais da tripulação.
De acordo com a investigação, o Cessna 560XL, prefixo PR-AAA, pertencente a Alok, apresentou os seguintes problemas críticos:
* A aeronave tentou decolar com 175 kg acima do peso máximo permitido pelo fabricante, que era de 9.072 kg, atingindo aproximadamente 9.247 kg no momento da tentativa de decolagem
* Durante o procedimento, a luz de aviso “NO TAKEOFF” acendeu duas vezes, indicando risco na operação, mas a tripulação optou por continuar o processo até próximo da velocidade de rotação
* A decisão tardia de abortar a decolagem resultou na ultrapassagem do limite da pista, com a aeronave parando em uma ribanceira
O relatório identificou diversos problemas operacionais que contribuíram para o incidente:
* Três passageiros embarcaram sem coordenação prévia com a tripulação, alterando significativamente o peso da aeronave
* A mudança no número de passageiros não foi registrada no sistema de gerenciamento de voo (FMS)
* Houve falhas de comunicação entre o operador e a tripulação, além de planejamento inadequado e falta de coordenação na cabine
Um fator agravante apontado pela investigação foi que o aviso “NO TAKEOFF” já havia aparecido no dia anterior ao incidente, sem causar consequências. Isso pode ter levado os pilotos a subestimarem a importância do alerta, tratando-o como um possível mau contato.
O voo tinha como destino o Aeródromo Val de Cans – Júlio Cezar Ribeiro, em Belém (PA), após uma apresentação de Alok em Juiz de Fora. No total, nove pessoas estavam a bordo, incluindo dois pilotos e sete passageiros, e felizmente ninguém ficou ferido.