Alvo de operação por sonegação fiscal em Minas, Marcos Valério tem dívida de R$ 666 milhões com a União
Ex-operador do mensalão é alvo de operação
Ex-operador do mensalão é alvo de operação contra sonegação fiscal em MG e acumula dezenas de débitos tributários com a Fazenda Nacional
O empresário Marcos Valério, conhecido por seu envolvimento no escândalo do mensalão, está novamente no centro das atenções após ser alvo de uma operação contra sonegação fiscal em Minas Gerais. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) revelam que ele acumula uma dívida de R$ 666,4 milhões com a União.
A nova investigação aponta Marcos Valério como participante do núcleo executivo de uma organização criminosa que comandou um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica envolvendo atacadistas e redes de supermercados em Minas Gerais.
Detalhes da Dívida com a União
* A PGFN identificou 53 débitos tributários vinculados ao CPF de Marcos Valério, totalizando R$ 653,6 milhões
* Há uma multa criminal adicional de R$ 12,8 milhões
* Os débitos incluem valores relacionados ao PIS, Cofins, CSLL e imposto de renda
* As dívidas foram registradas entre 2007 e 2016
Histórico Criminal
* Natural de Curvelo (MG), Marcos Valério ficou conhecido como operador do mensalão do PT em 2005
* Foi condenado a mais de 40 anos de prisão no caso do mensalão, a maior pena entre os 24 condenados
* Em 2018, recebeu condenação por participação no mensalão tucano em Minas Gerais
* Atualmente cumpre pena em regime domiciliar em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte
Nova Operação
* O esquema investigado teria sonegado mais de R$ 215 milhões em ICMS
* Utilizava empresas de fachada (“barrigas de aluguel”) para simular vendas interestaduais
* Emitia notas fiscais fraudulentas para simular transações entre estados
* Marcos Valério é apontado como coordenador do esquema
A defesa de Marcos Valério afirmou que ele “sempre se colocou integralmente à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, pautando sua conduta pela legalidade, transparência e cooperação” e ressaltou que durante as buscas em sua residência não foi “localizado qualquer material de natureza ilícita”.



