Um mês após roubo, polícia francesa prende quadrilha ligada ao crime no Louvre
Apesar dos avanços, joias não foram recuperadas

Um mês após roubo, polícia francesa prende quadrilha ligada ao crime no Louvre
Após um mês do assalto que resultou no roubo de joias históricas avaliadas em 88 milhões de euros, autoridades francesas detêm quatro novos suspeitos
Um mês após o audacioso roubo no Museu do Louvre em Paris, a polícia francesa prendeu mais quatro suspeitos relacionados ao crime que resultou no desaparecimento de joias históricas avaliadas em 88 milhões de euros.
A informação foi confirmada pela promotoria de Paris ao jornal Le Parisien, revelando que um dos detidos seria um dos quatro homens que participaram diretamente da invasão ao museu. O suspeito, preso em Mayenne, no Noroeste da França, é acusado de “roubo organizado” e “associação criminosa”.
Cronologia do Assalto
* Em 19 de outubro, um grupo de quatro pessoas executou o roubo em apenas 7 minutos, utilizando um guindaste acoplado a um caminhão para acessar a Galeria Apollo
* Dois criminosos entraram no museu usando esmerilhadeiras para romper a segurança, enquanto outros dois permaneceram do lado de fora preparando a fuga
* Os assaltantes levaram oito joias da coleção real, incluindo peças com pedras preciosas e diamantes da coroa francesa
* Durante o assalto, tentaram levar também a coroa da imperatriz Eugênia, mas acabaram deixando a peça para trás
Entre os itens roubados, destaca-se uma tiara que pertenceu à imperatriz Eugênia, confeccionada pelo renomado joalheiro Alexandre-Gabriel Lemonnier em 1853, logo após seu casamento com Napoleão III. A peça era utilizada “quase todos os dias” pela imperatriz.
A investigação avançou significativamente após a análise de DNA que levou à prisão inicial de dois homens que invadiram o museu. Um terceiro suspeito, apontado como motorista de uma das scooters usadas na fuga, também foi detido anteriormente. As três novas prisões ocorreram na região de Île-de-France, no Norte da França.
Apesar dos avanços nas investigações e das prisões realizadas, as joias históricas ainda não foram recuperadas. A polícia continua as buscas para identificar possíveis mandantes do crime.