Requerimento será votado nesta quinta

Foto: Agência Brasil
A CPMI do INSS se prepara para votar um requerimento nesta quinta-feira, que decidirá sobre a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para prestar depoimento sobre fraudes no instituto. A situação ganha ainda mais relevância considerando que Messias foi recentemente indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
A votação representa um embate significativo entre diferentes forças políticas, com parlamentares da oposição insistindo na convocação desde o início dos trabalhos da CPMI, destacando o papel da AGU nas investigações das fraudes.
* O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou em suas redes sociais: “Anuncio a todos que tomei a decisão de colocar em pauta, nesta quinta-feira, na CPMI do INSS, a votação do pedido de convocação do Ministro da AGU, Jorge Messias. Os parlamentares terão a oportunidade de votar contra ou a favor.”
* O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), defende que a CPMI tem a “obrigação” de convocar Messias, posição apoiada pela oposição.
* Parlamentares governistas, por sua vez, argumentam que a convocação visa criar constrangimento antes da sabatina no Senado.
Em meio a esse cenário, Messias busca fortalecer sua posição política. Após enviar uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu como resposta que sua indicação será analisada “no momento oportuno”. Alcolumbre manifestou-se oficialmente, reafirmando que o Senado cumprirá suas prerrogativas constitucionais na condução da sabatina.
Na carta enviada, Messias destacou sua experiência prévia no Senado e expressou seu compromisso com o diálogo institucional. A movimentação é interpretada como uma tentativa de amenizar tensões, especialmente após sua indicação ter contrariado preferências políticas que favoreciam o nome do senador Rodrigo Pacheco.
Como parte de sua estratégia, Messias planeja realizar conversas individuais com cada senador para apresentar sua visão e ouvir preocupações sobre o Judiciário, buscando construir apoio para sua indicação ao STF.