País enfrenta negociações com os EUA

Foto: Flickr/president_of_ukraine
O chefe de gabinete do presidente ucraniano, Andrii Yermak, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 28, após sua residência ser alvo de buscas por investigadores anticorrupção. A saída do principal negociador ucraniano nas conversas com os Estados Unidos ocorre em um momento crítico para Kiev, que enfrenta pressão americana para um acordo de paz com a Rússia.
Andrii Yermak, que mantinha uma relação próxima com o presidente Volodimir Zelensky há anos, deixa o cargo em meio a circunstâncias que podem impactar significativamente a estratégia de negociação do país. O presidente ucraniano, que sempre resistiu às pressões para substituir seu confidente, agora enfrenta um momento delicado nas negociações de paz.
Em pronunciamento sobre a situação, Zelensky alertou sobre os riscos da desunião no momento atual: “Não temos o direito de recuar ou discutir entre nós. Se perdermos a unidade, corremos o risco de perder tudo, nós mesmos, a Ucrânia, nosso futuro”.
O presidente ucraniano enfatizou a necessidade de manter o foco na defesa do país, declarando que “para preservar nossa força interna, não deve haver razões para nos distrairmos com qualquer coisa além da defesa da Ucrânia. Não quero que ninguém questione a Ucrânia”.
Significativamente, Andrii Yermak não foi incluído na lista de funcionários que comporão a delegação ucraniana para a próxima rodada de negociações com os Estados Unidos, sinalizando uma mudança importante na equipe de negociação do país.
Em suas palavras finais sobre a situação, Zelensky reforçou a necessidade de união nacional: “Devemos nos unir, devemos resistir. Não temos outra escolha. Não teremos outra Ucrânia.”