Babá agredida por advogado em BH sofria ataques há cerca de um ano
Ela também foi alvo de racismo

Babá agredida por advogado em BH sofria ataques há cerca de um ano
Advogado é acusado de agredir fisicamente e proferir ofensas racistas contra babá de seus filhos após histórico de perseguição e intimidação em Belo Horizonte
Um caso grave de agressão e racismo envolvendo o advogado Rodrigo Bravim Brandão, de 52 anos, contra a babá de seus filhos, chocou Belo Horizonte. O incidente, ocorrido no dia da Consciência Negra, foi o ápice de um histórico de abusos que, segundo a vítima, já durava aproximadamente um ano.
A babá, que optou por manter o anonimato por questões de segurança, relatou que as hostilidades se intensificaram após a separação do advogado com sua ex-esposa, quando Rodrigo Bravim Brandão começou a persegui-la em busca de informações sobre a vida pessoal de sua ex-companheira.
* O episódio de violência física ocorreu no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, quando câmeras de segurança registraram o advogado agredindo a funcionária com tapas no rosto e chutes.
* A vítima realizou exames no Instituto Médico Legal que comprovaram lesões nos pulsos, olhos e um corte na língua, resultado das agressões sofridas.
* O incidente aconteceu na presença de uma criança de 3 anos, filho do agressor, após uma discussão na porta do prédio onde a babá trabalhava.
A defesa da vítima afirma que tanto as agressões físicas quanto as ofensas racistas estão documentadas em vídeo e que medidas judiciais já foram tomadas. Por outro lado, os advogados de Rodrigo Bravim Brandão alegam que a versão da babá é “parcial” e “distorce completamente a realidade dos acontecimentos”, argumentando que o cliente agiu em “legítima defesa” e no “calor da emoção”.
“A gente deixa a família da gente, deixa a casa da gente pra trabalhar e acontecer essas coisas é inaceitável. Eu não aceito isso mais. É uma sensação de humilhação, desconforto, desprezo”, desabafou a funcionária em entrevista.
A Polícia Civil confirmou que o caso segue em investigação, tendo recebido mensagens e áudios que, segundo a defesa do advogado, seriam de caráter intimidatório.